O euro encostou na paridade com o dólar nesta terça-feira, o que não ocorria há quase 20 anos. A moeda única europeia atingiu a cotação de US$ 1,00005 em relação ao dólar, o menor valor desde dezembro de 2002, para depois se recuperar e atingir os US$ 1,0050.
A divisa europeia vem sendo pressionada pelo início de aperto monetário por parte do Federal Reserve, o banco central americano, que promoveu três elevações consecutivas em suas taxas básicas de juros só em 2022 para conter a inflação elevada.
Embora a paridade tenha durado apenas alguns minutos e logo o euro tenha se recuperado, este movimento é esperado pelo mercado diante da forte valorização do dólar em consequência do aperto monetário efetivado pelo Federal Reserve, o banco central americano. Do outro lado, o euro é pressionado pelo receio de recessão e pelos altos preços do setor de energia, além do fato do Banco Central Europeu estar bem atrás da curva em relação a necessidade de aumentar os juros da região.
A alta do dólar vem pressionando o preço das commodities cujos preços são dolarizados, o que pode ajudar a limitar a alta da inflação. Em um ano, o euro se desvalorizou 14% ante o dólar.
Segundo dados de junho de 2022 do Fundo Monetário Internacional, 58,9% das reservas globais são em dólar, totalizando US$ 6,8 trilhões, enquanto 20,1% são em euros, de US$ 2,34 trilhões. Hoje, depois de cair ante o dólar após os dados mais firmes do payroll, o euro deu registrou uma leve reação. Às 15h34, o euro era cotado a US$ 1,01724, alta de 0,04% ante o dólar.
Fonte: g1.