Entenda o que são os fundos de super-ricos e a proposta de taxação

O Congresso Nacional discute uma proposta de tributação de fundos exclusivos — ou fundos de “super-ricos” —, voltados para quem tem ao menos R$ 10 milhões, e de investimentos no exterior (offshores). O texto, modificado pelo relator da proposta na Câmara e que deve ser discutido nesta quarta-feira (4), é parte dos esforços do governo para aumentar a arrecadação e equilibrar as contas públicas.

O que são os fundos de super-ricos?

São fundos exclusivos para pessoas com R$ 10 milhões ou mais para investir. O projeto de lei a ser votado na Câmara dos Deputados prevê a tributação desses fundos, que normalmente só têm um cotista.

Quem escolhe esse tipo de fundo está em busca de proteção e retorno, além da isenção de IR. Outra vantagem é a sucessão familiar, uma vez que é possível repassar a herança ainda em vida, segundo explicou ao UOL o economista Bruno Mota, criador do canal Finanças para Jovens Oficial. “Esse tipo de investimento geralmente é feito por quem tem muito dinheiro”, disse.

Offshores são fundos localizados, em geral, em paraísos fiscais. Atualmente, os recursos no exterior são tributados apenas e se o capital retorna ao Brasil. O governo estima em pouco mais de R$ 1 trilhão (pouco mais de US$ 200 bilhões) o valor aplicado por pessoas físicas no exterior.

Quantos fundos exclusivos existem no Brasil?

Há mais de 2.800 fundos de super-ricos, com patrimônio total de R$ 877,4 bilhões. Esse valor é dividido entre cerca de 3,5 mil cotistas — uma média de R$ 250,7 milhões por pessoa —, segundo dados da TC/Economatica publicados em julho pela Folha de S.Paulo.

Hoje, fundos exclusivos são tributados apenas no momento do resgate do dinheiro. Desta maneira, os rendimentos dos super-ricos acabam sendo maiores que os dos demais fundos;

Demais fundos estão sujeitos ao chamado “come-cotas”. É uma espécie de antecipação do pagamento de impostos cobrada a cada seis meses, em maio e novembro, e incide sobre fundos de renda fixa e multimercados, por exemplo, mas não sobre os fundos de super-ricos. A alíquota varia entre 15% e 20%.

Fonte: UOL

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